terça-feira, 20 de outubro de 2009

Evolução

Os seres vivos da Terra estão adaptados ao meio em que vivem. Isso revela que entre os seres vivos e o ambiente há um ajuste, uma harmonia fundamental para a sua sobrevivência. O flamingo rosa, aquele bicho afrescalhado que tem aos milhares em Miami (vide episódios do "Miami Vice") se alimenta de cabeça para baixo, adaptando-se à procura de alimento no lodo em que vive. Aliás, já viram o jeito que esse bicho caminha? Sabemos que os Flamingos são todos gays, certo? Sim, porque só pode ser viado! Naquele Lodo, sempre na pontinha dos pés, mal tocando o chão... Aquilo é uma bichona!!!! Nem a primeira bailarina do Bolshoi tem tamanha desenvoltura. Aposto que ele vai passo a passo e com uma carinha de nojo assim: “uuuii, que lodo nojeento. aaaaffff, me tira daqui Bããããssshhhh Gardeeeiiinnss, pliiisss!!!!!
Tem outro bichinho gay, o beija-flor que com o seu biquinho, está adaptado à coleta do néctar contido nas flores. Esses e outros exemplos revelam a sintonia que existe entre os seres e os seus ambientes de vida.
Pois bem.
Nós presenciamos uma evolução de um animal irritante, que existe não sei pra quê e que eu garanto que nenhuma pessoa do mundo, repito, ninguém no mundo, tem apreço. Ele é oooooooo (tambores rufando)....mosquito!
Mas por que diabos este filha da putinha foi evoluir. Pra quê? O que ele quer mais? Pois pelo simples fato deste inútil ser um animal, ele se ajustou para prolongar sua sobrevivência.
Mas este cocôzinho irritante evoluiu em que? Ora, os mosquitos criaram um mecanismo de fuga aprimorado. E isso foi nos últimos 10 anos. E cada dia que passa, ele tá ficando melhor. Não repararam como tá mais difícil matar um mosquito nos tempos recentes? Especialmente aquele que fica zunindo no nosso ouvido quando estamos quase dormindo. Antigamente, era acender o abajour do lado da cama, localizar o mosquito e pá! Pronto. Agora não. Agora, o cara acende todas as luzes do quarto, se levanta da cama, (com os olhos ardidos de sono) e demora um tempão até achar o bicho. E quando acha, tem que suar pra matar.
E pra piorar o negócio, a evolução dos mosquitos também é no sentido da criação de anti corpus pra esses inseticidas de ligar na tomada, que não servem mais pra nada. O mosquito entra no quarto, vê o otário dormindo, olha o inseticida de tomada ligado, pfff...começa a rir sozinho.
Bom mesmo era o Boa noite. Pra quem não lembra ou não sabe, basicamente era um espiral verde que a gente queimava a pontinha, onde então, exalava uma fumacinha (tudo “inha”) que mataria os mosquitos. Tudo bem que deixava o cidadão com a língua inchada e alucinando sobre coelhos falantes. Mas pelo menos matava os mosquitos.
Bueno, levando em conta que o ciclo de vida de um mosquito é de 10 dias, essa evolução não foi lá grandis coisa pra eles, mas que ficou bem mais difícil matar esse f.d.p, aaah isso ficou!!!!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O pacato motorista

Hoje tá complicado andar no trânsito de qualquer cidade. É qualquer cidade mesmo. Se tu for pra Serafina Correa, tem hora do “rush”. Só que lá não é só carro, caminhão e moto. Em Serafina são dois ou três carros, umas 14 motos e o resto é charrete, cavalo, barra-forte...
E de uns tempos pra cá é proibido errar enquanto se está dirigindo. Proibido!!! Nada de barbeiragenzinha porque senão o cara do outro carro já te olha como se tu tivesse batendo numa criança.
Em Porto Alegre, a neura tá tão grande que tem gente que sai de casa enfurecido, puto da cara só porque tem que dirigir. Uma reação química age no cidadão, que por mais bondoso que seja, ao sentar na direção, fica possuído pelo demônio.
Antes da primeira esquina ele vai mandar a merda todo mundo que se atravessar na frente, inclusive senhoras. Não tem essa de terceira idade, frescurada de gentileza com os mais velhos. E com os mais velhos o xingamento tem complemento, porque se é uma mulher jovem que corta a frente dele, imediatamente vem: “filha da puta”! Se é uma velhinha, o xingamento é igual, porém:”VELHA filha da puta!!
Praticamente um animal bufando pelas venta! Se for fumante, tem direito a fumacinha saindo do nariz pra ficar mais assustador.
O "pacato" motorista xinga até a mãe, literalmente falando, porque ela pegou o carro emprestado no dia anterior: “má qui merda, mudô todus meus ispelhin du lugar!
E segue xingando criança, pedestre boca aberta, o cara da radio tb...
“Vai se fuder!!! De novo essa merda de musica!
Sendo que se ele tivesse em casa e tocasse a mesmíssima música, ele iria suavemente colocar a cabeça pra trás ao mesmo tempo em que falaria em tom de nostalgia:
“baahhh...cláááásssiiica!!!”
E iria cantar o refrão junto: “Woman in chaaaaaiinnssssss...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Régis e o relógio

Esses dias eu tava assistindo TV, um canal UHF que não lembro agora exatamente qual, onde então transmitiam um jogo de futebol da série B. Da série B do Espírito Santo. Nada contra o estado do Espírito Santo, pelo contrário, mas digamos que futebol não é o forte da região.

Enfim, era fase final, o temido e emocionante torneio da morte. Decidia-se ali o time que não cairia pra série C!!! Desportiva Capixaba vs. Jaguaré Esporte Clube. O craque do jogo era um cara chamado Esquilo, centroavante “trombador”, 1,68m e devia pesar no máximo uns 57 kilos. Basicamente um chassi de grilo, filé de borboleta, “corpinho de pedir desculpa”. Outro que fazia grande partida era o goleiro do time, o qual respondia pelo nome de Cacareco. Este estava em forma com 1,72m e 104 kg. O uniforme, de tamanho único, parecia uma malha de balé no corpanzil do nosso destemido goleiro, e por óbvio, no Esquilo, parecia um lençol de casal pendurado num limoeiro seco.

Só o primeiro tempo do jogo teve uns 67 minutos, eu tenho certeza que teve!!! Apesar do narrador ter dito ao intervalo “chega de papo, encerra o primeiro tempo, na pinta dos 45 minutos”. Pensei: esse “loko” ta bêbado!! Ele narrava aquela partida com uma energia, que mesmo com o volume da TV lá embaixo, ainda dava pra ouvir gritos entusiasmados em lances corriqueiros: “laatteerraaaaaallll para a DEsporrrtttiiiiiiiiiiva!!!!!! Tava bêbado certo. Ou então, era a primeira narração da vida dele.

Falei dos 67 minutos do primeiro tempo deste jogo pra dizer algo que todo mundo já sabe: o tempo certamente passa mais devagar quando a gente fica diante de uma situação de esmagamento testicular, o popular “pé no saco”.

Ninguém tira da minha cabeça que durante as minhas aulas de matemática, aquele maldito relógio azul com fundo branco pendurado na parede lateral da sala de aula andava 3 segundos e voltava 1. Andava 3 e voltava 1. Ia 3. Voltava 1.

Nessa época eu tinha um colega maluco. Pancada mesmo. O nome do cara era Régis, e que me desculpem os Régis, mas é um nome ótimo pra doido. O apelido do Régis era Zôio, dizem que é porque ele caiu na piada do Zôio-zoreia-zouvido.

O Zôio era um cara bacana, gente fina, e geralmente calmo. Só tinha que ter o cuidado de não mexer na mão direita dele, não falar da Xuxa e também não tomar refrigerante de latinha do seu lado. Especialmente coca cola. Sei lá, o Zôio tinha seus motivos pra não gostar que mexessem na mão direita dele, ou então odiar que alguém bebesse coca cola (de latinha). Com relação à Xuxa, eu concordo com o Zôio porque ela decaiu muito quando parou de atuar em filmes adultos.

O Zôio tinha umas idéias boas, refletia sobre alguns assuntos e em algumas coisas eu concordava com ele. Várias inclusive. (além da história da Xuxa)

Mas como todo maluco, o Régis tinha umas “doidice” pesadas. Uma delas era brigar com o relógio. Ele não usava mais relógio porque a sua mãe tinha proibido. Antes de descobrirem o “probleminha” com as horas, ele ficava xingando o próprio pulso o dia inteiro. Dava gritos esganiçados: Filha da p****, vai te f****. Quando começaram a desconfiar do problema, ele passou a ser mais discreto, apenas sussurando contra o próprio pulso, mas não deu muito certo e tiraram de vez o relógio do Régis.

Mas nisso o Régis tava certo!!

Ele tinha toda a razão em brigar com o tempo. Aquele maldito relógio redondo, com cara de viado, ponteirinho fininho, com o logotipo de uma ótica do centro da cidade.

Andava 3 segundos pra frente...voltava 1...3 pra frente, voltava 1...

Teve um dia que o Régis ficou olhando pra parede por aproximadamente 18 minutos. Eu admito, era cúmplice da loucura temporal do Régis de ficar olhando pro relógio. Mas o da parede ele não xingava, apenas ficava olhando. Nesse dia, ele não se agüentou. De repente ele levantou da cadeira, encarou aquele relógio e largou se cuspindo todo: "FILHO DA PUUUUUUUUUTTAA.....TÁ DE SACANAGEM??????......SÓ PQ TAMO NESSA AULA DE MERDA TU VAI FICAR TIRANDO SARRINHO??????!!!!!!!!

Essa foi a ultima do Régis, definitiva, genial, sublime. Eu tenho certeza que o Régis era um cara a frente do seu tempo (trocadilho infâme). E depois daquele dia eu tive certeza de que essa bosta de tempo tá sempre nos passando pra trás. Sempre!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Opening Act

Ao colocar o título em inglês, (eu não sabia sobre que escrever pra inaugurar o blog, e quando a gente não sabe o que escrever, escreve qualquer coisa mesmo) me dei conta que eu também sou um subproduto do "american way of talking". (olha aí, em inglês de novo!). Mas digo que não acho ruim não!
Pois bem, por que as pessoas tem essa mania de expressar sentimentos em outros idiomas? Ora, elementar meu caro Watson, simplesmente porque gostamos. A explicação é simples e curta. A frase "porque eu gosto" jamais é vista como motivo razoável. "Porque eu gosto nao é resposta"! Vá se ferrar! Claro que é! Por que meninos jogam bola? Porque gostam ué?! Por que meninas brincam de boneca? Idem! Se é que ainda existem meninos que joguem bola e meninas que brinquem de boneca. (ainda existe a Lu patinadora?)
É bacana largar um "motherfucker" de vez em quando, até porque se traduzirmos tal termo literalmente, vai ficar uma droga. Já tentou???? Viu??? Sim, fica péssimo! Sem contar demais termos que em outros idiomas ficam muito mais sonoros e suaves aos nossos ouvidos. Drive thru, mouse, shopping center, entre outros que não possuem tradução ou então, até possuem, mas não soam bem. "Manhê, vou lá no centro de compras com a Rê procurar um rato novo pro nosso computador! " Não tem como! Ou melhor, "no way, Jose!"
Ah, resolvi escrever isso porque me irrita um pouco essa coisa de criticar as pessoas simplesmente porque utilizam termos americanos (ou hispânicos, italianos e até indiano... "Hare baba" tá na moda!!!!). Aqueles que criticam falam em submissão, assassinato a lingua pátria, pobreza de vocabulário, entre outras cositas más.
Então, arquitetos, publicitários, designers (ó, de novo), economistas, estilistas e outros "istas" que agora não recordo...ensinem seus termos para todo mundo e para quem os critica...Give me a break, cabron!!